A comunicação é curso ou é caminho?

A comunicação é curso ou é caminho?
EGEJ 2025

Entrar na Comunicação Social, especialmente na Universidade Federal de Santa Maria, é entender que a formação ultrapassa qualquer plano de ensino. Desde o primeiro semestre, entre teorias, produções experimentais e debates sobre mídia e sociedade, surge a pergunta que acompanha quase todo estudante: isso faz parte do meu curso? Essa é a pergunta que abre o primeiro conteúdo do nosso blog e talvez uma das mais importantes para quem escolhe viver a comunicação. A resposta, quase sempre, é sim, porque a comunicação ultrapassa disciplinas e se revela nas experiências mais simples, e mais transformadoras, da vida universitária.

A comunicação está nas conversas antes das aulas, nas apresentações de trabalho e nas longas noites fazendo seminários, nos conflitos resolvidos em grupo e na construção de argumentos. Está também nas filas do Restaurante Universitário (RU), que se transforma em debates sobre ideias, tendências, posicionamentos, tanto no lado estudantil quanto no profissional.  Ali, entre bandejas e risadas, surgem trocas que ampliam repertório e fortalecem conexões. Comunicação é isso: escuta, observação e interpretação constante do comportamento humano, até quando parece apenas rotina.

As bibliotecas da universidade também fazem parte dessa construção. Entre livros de teoria da comunicação, marketing, semiótica, cultura digital e comportamento do consumidor, aprendemos que comunicar exige profundidade. Cada autor lido expande a capacidade de analisar contextos, compreender públicos e estruturar discursos com intencionalidade. Afinal, como disse Nelson Mandela: “Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração.” A comunicação eficaz nasce exatamente dessa sensibilidade: entender quem está do outro lado e escolher como falar com ele.

Nos espaços práticos da universidade, como a Rádio Universidade UFSM e a UniFM, aprendemos sobre linguagem, ritmo, responsabilidade com a informação e adaptação de discurso. Falar para um público exige estratégia, clareza e consciência de impacto, competências fundamentais para qualquer área da comunicação, especialmente no ambiente digital, onde cada palavra carrega alcance e consequência.

As bolsas e projetos acadêmicos também nos inserem em realidades concretas: planejamento de conteúdo, descoberta de novas histórias, cobertura de eventos, produção institucional, análise de métricas e construção de identidade. É quando a teoria encontra prazo, público e resultado.

Mas afinal, oportunidades e rotinas constroem um comunicador? Sim, quando são vividas com intenção. Não é a fila do RU que forma alguém, é o olhar atento às conversas que surgem nela. Não é apenas a bolsa, é a responsabilidade assumida. Não é só a prática, é a reflexão sobre ela. A repetição de tarefas ensina disciplina, os erros ensinam ajuste e os feedbacks ensinam maturidade, e é nessa constância que o comunicador se fortalece.

Por isso, considero a comunicação um caminho, não apenas um curso. Ela até pode começar em uma sala de aula, em um plano de ensino ou no primeiro semestre da graduação, mas não se limita a esse espaço. Comunicar é um processo contínuo de observar, escutar, interpretar e se posicionar. O diploma pode marcar uma etapa concluída, mas a construção de um comunicador acontece todos os dias, nas experiências vividas e nas escolhas feitas ao longo da jornada.

É nesse ecossistema que nasce, por exemplo, o profissional de social media: alguém que entende que não se trata apenas de postar, mas de planejar, interpretar dados, construir narrativas e conectar marcas a pessoas de forma estratégica. Social media é sobre timing, posicionamento, coerência e sensibilidade cultural. É sobre transformar informação em vínculo real. 

E é justamente quando toda essa vivência universitária encontra aplicação prática que a Nuvem Júnior ganha força. É o espaço onde a teoria vira estratégia, a rotina se transforma em resultado e as oportunidades se convertem em impacto. Porque comunicar é gerar conexão, é se fazer presente. E na Nuvem Jr., cada projeto é a prova de que quem aprende a se comunicar com propósito não apenas ocupa espaço no mercado, mas constrói relevância muito além da universidade.

Finalizamos o nosso primeiro conteúdo por aqui, mas ainda vem muita coisa pela frente. E como dizemos, a cabeça está nas nuvens mas os pés estão no chão. Se você também pensa assim e acredita que comunicar é um caminho para gerar transformação, seja bem-vindo à Nuvem Jr.