O que você comunica quando deixa a IA se tornar a personalidade da sua marca?
Nos últimos anos tem ficado cada dia mais visível o boom das inteligências artificiais rodando pela internet e mundo afora. ChatGPT, BlackBox AI, Gemini, todas nasceram com um único objetivo: Simular a inteligência humana em minutos, ou até mesmo segundos.
Muito se discute sobre o uso de inteligências artificiais na criação de comunicação visual – arte e design – e a problemática por trás de substituir o capital humano por esses algoritmos inteligentes que com um único prompt, é capaz de gerar em segundos uma ilustração, um desenho ou uma arte que por vezes trata-se de uma imagem genérica, sem características marcantes e sem traços próprios. Mas com toda essa discussão a respeito do uso – ou não – de ferramentas digitais no processo criativo, pouco se ouve falar da consequência que vem depois disso - a falta de conexão do público e a exaustão causada pelo uso de informações cada vez mais rápidas. Porque com um clique você até pode gerar uma imagem, mas não vai gerar valor para o seu público a partir dela.
Quando falamos de comunicação em efeito manada, essa tática pode funcionar até certo ponto, pois estamos falando de um público que segue ações ou modas virais, sem analisar fatos ou fundamentos. Mas isso vai funcionar até que você perceba que quem vende pra todo mundo não vende pra ninguém.
No nosso cenário atual, os recursos para a criatividade estão cada dia mais infinitos, com diversos softwares, ferramentas e elementos que abraçam o processo e servem de apoio para que cada criação seja única.
Então essa cultura de poluir as redes sociais, montar panfletos, outdoors e logomarcas com uso excessivo de IA 's, reforça uma comunicação com falta de direcionamento e força o público a ver sempre mais do mesmo.
Essa saturação que vem ocorrendo, mostra diversas marcas e prestadores de serviço sem senso estético e com falta de identidade própria. Para quem é bombardeado todos os dias com essas produções, torna-se tedioso e repetitivo.
E essa sensação em quem está consumindo é a mais nociva para o negócio.Usar inteligência artificial é fácil, rápido e barato, mas usar isso como motor principal da sua comunicação pode estar sendo um fator decisivo na compra do seu cliente e você nem percebe. Muitas vezes, esse público realmente consome seu produto ou serviço mas passam a não se enxergar na marca. Leads passam a procurar lugares que se posicionam de maneira estratégica, que sejam alinhados esteticamente e tenham compromisso com o propósito do negócio. O cliente não compra só o produto, ele também compra a marca por trás. E a chave de uma boa comunicação não se mede só por quem vende mais, mas também por quem agrega mais valor.